O financiamento imobiliário é uma das formas mais comuns de se adquirir a tão sonhada casa própria. Sendo o segundo maior sonho do brasileiro (39%), ficando logo atrás apenas da compra de um carro novo (41%), de acordo com pesquisa elaborada pela Boa Vista Seguros, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
O mercado oferece algumas formas para obter esse empréstimo, seja direto com a construtora ou no banco.
No entanto, quem ainda não entende muito do assunto costuma ter algumas questões a respeito.
São tantas pequenas regras e detalhes que confundem grande parte dos candidatos à procura de casa ou apartamento.
Separamos as 10 dúvidas mais comuns dos consumidores,para ajudar você a entender que o financiamento imobiliário não é nenhum bicho de sete cabeças.
1 – Quem pode e o que é preciso para fazer um financiamento imobiliário?
As exigências e pré-requisitos para fazer um financiamento dependem do método escolhido pelo comprador e é preciso preencher alguns critérios dependendo do método do financiamento imobiliário.
Em uma negociação direta com a construtora — geralmente para imóveis na planta ou em construção —, o interessado deve apenas entregar a documentação solicitada pela empresa.
No entanto, se ele optar por fazer o financiamento por um banco ou qualquer instituição financeira, ele deverá ter renda adequada ao valor de crédito solicitado, ter ficha limpa na praça e também entregar os documentos exigidos.
Ainda que as parcelas não possam ser pagas adiante, existe a possibilidade de venda do imóvel e, com isso, a recuperação do valor pago até então. Com o aluguel isso não ocorre, pois sem o pagamento a pessoa fica sem a moradia e sem o valor gasto até então.
2 – Quais os tipos de financiamento disponíveis hoje?
Os tipos de financiamento imobiliário vigentes hoje no país:

  • o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – No banco é possível optar pelo SAC (Sistema de Amortização Constante), pela Tabela Price ou SACRE (Sistema de Amortização Crescente).
  • o financiamento diretamente com a construtora
  • a carteira hipotecária e o Sistema Financeiro Imobiliário

Também é possível fazer um consórcio ou usar os programas habitacionais do governo, como o Minha Casa, Minha Vida.
Basicamente a diferença entre cada um dos tipos está na taxa de juros, nos recursos que podem ser utilizados para pagar/amortizar a dívida (como a poupança e o FGTS, por exemplo), e o índice de correção.
3 – Quanto tempo para liberar o financiamento e início das prestações?
Depende de onde for solicitado. Diretamente com a construtora, a liberação costuma ser imediata. Nos bancos ela precisa passar por uma análise de aprovação de 30 dias e mais 180 dias para que o dinheiro seja liberado. Geralmente a primeira parcela é paga 30 dias após a assinatura do contrato.
4 – Como posso usar o FGTS para o financiamento imobiliário?
Como o financiamento corresponde a uma porcentagem específica do valor do imóvel, é muito viável utilizar os recursos do FGTS para dar entrada no financiamento. É bom ficar atento porque o FGTS é um fundo reserva para casos emergenciais, como doença grave ou desemprego.
Entretanto, é preciso ter contribuído para o FGTS por três anos, pelo menos, ainda que em empregadores diferentes.
Caso você tenha utilizado os recursos do FGTS para esse fim, será necessário esperar um período de 3 anos para utilizar novamente.
Por outro lado, o FGTS só é aceito na modalidade do Sistema Financeiro de Habitação, e, mesmo assim só se não houver nenhuma parcela atrasada e para um teto máximo de 80% do valor das prestações.
Outra possibilidade é utilizar os recursos para fazer a amortização da dívida do financiamento. Assim, além de diminuir o tempo de quitação das parcelas, você também reduz a quantidade acumulada de juros a ser paga. Para essa finalidade, o FGTS poderá ser utilizado a cada dois anos.
5 – É possível fazer financiamento com o nome sujo?
Possível é, mas geralmente quando a negociação é feita diretamente com o vendedor, sem a interferência dos bancos. Quando o financiamento imobiliário é feito através de instituições financeiras é quase impossível ter a ficha cadastral aprovada quando o nome está sujo na praça.
O banco faz uma análise sobre a sua capacidade de pagamento, seu histórico anterior como pagador e também um levantamento sobre a existência de dívidas pendentes.
6 – Qual porcentagem do valor do imóvel pode ser financiada?
É necessário que o comprador tenha no mínimo 10% do valor do imóvel para dar de entrada.
É possível fazer uma simulação no site da Caixa para ver o valor da entrada para o imóvel que deseja.
Se há condições de dar uma boa entrada, vale a pena para tentar driblar a alta dos juros e reduzir as parcelas – ou o tempo – do financiamento casa. De acordo com a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em média os brasileiros pagam 35% do valor do imóvel como entrada e financiam os 65% restantes.
7 – Como é calculado o valor das prestações e o prazo de financiamento casa?
A prestação é calculada de acordo com os encargos principais, que é composto pelas parcelas de amortização e os juros mensais, e os acessórios, que são os seguros de morte e invalidez e de danos ao imóvel e as taxas de administração.
Quanto ao prazo, normalmente as empresas de financiamento oferecem um prazo de pagamento entre 180 e 360 meses, o que equivale a um período de 15 a 30 anos. Contudo, quanto maior o prazo estabelecido, mais caro será o financiamento, já que a incidência de juros é maior em financiamentos longos.
8 – Quais documentos são necessários para o financiamento?
São exigidas cópias e originais dos seguintes documentos:

  • RG;
  • CPF;
  • comprovante de estado civil;
  • comprovante de renda. A renda pode ser comprovada por meio de holerites, declaração de Imposto de Renda e extrato bancário.

Para autônomos, são aceitos os itens:

  • declaração de Imposto de Renda;
  • declaração do sindicato da categoria;
  • contrato de prestação de serviços;
  • recibo de trabalhos prestados;
  • declaração comprobatória de recepção de rendimentos feita por um contador.

Após a avaliação da documentação exigida no financiamento imobiliário, o banco fará uma análise cadastral para verificar a situação do nome do comprador no SPC ou Serasa. Caso esteja tudo normalizado, o valor do crédito pode ser liberado, em tempo determinado pelo agente financiador, para o vendedor do imóvel.
9 – Como é feito o cálculo de encargos e seguros no financiamento imobiliário?
Os encargos geralmente são calculados em função:

  • do saldo devedor;
  • do sistema de amortização;
  • das taxas de juros;
  • e do prazo restante no contrato.

Os seguros de morte e invalidez e de danos físicos ao imóveis são obrigatórios e servem para cobrir as despesas em caso de óbito de um dos compradores e também possíveis danos que ocorram ao imóvel durante o período de financiamento.

10 – Quais as condições de pagamento no financiamento imobiliário?

Nos financiamentos em bancos, o pagamento da primeira parcela costuma ser cobrado em 30 dias após a assinatura do contrato. Se optar pela comodidade, o comprador tem a opção de pagar suas prestações por meio de débito automático ou, se preferir, utilizar o sistema de boletos emitidos pelo banco ou empresa financiadora.
Os pagamentos realizados fora do período estabelecido no financiamento imobiliário estarão sujeitos à multa, bem como permitirão ao agente financiador incluir informações do contrato do comprador em cadastros restritivos de crédito (SPC e Serasa). O valor da multa é calculado com base nos juros por tempo de atraso. Caso o comprador não realize o pagamento dessas parcelas, poderá ter seu imóvel leiloado pelo banco.
Ainda restou alguma dúvida? Se você quer maiores esclarecimentos sobre estes ou qualquer outro aspecto referente ao financiamento imobiliário basta entrar em contato conosco para conhecer nossos processos e fechar o negócio com qualidade, segurança e rapidez!