A Caixa Econômica Federal anunciou recentemente que as taxas de juros de suas linhas de crédito imobiliário, com recursos da poupança, terão uma redução de até um ponto percentual. Os bancos privados também anunciaram redução nas taxas. Segundo a  Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), esse é um bom momento para o mercado imobiliário e construção civil, além de uma boa oportunidade para quem quer comprar a casa própria usando o financiamento.

A Caixa Econômica Federal tem taxa a partir de 6,75% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). As novas taxas valem tanto para imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), para imóveis de até R$ 1,5 milhão e que permite ao comprador usar o saldo das contas do FGTS, quanto no Sistema Financeiro Imobiliários (SFI) ou carta hipotecária, que costumam ser direcionadas para imóveis mais caros e solicitadas por compradores que não conseguem se enquadrar nas regras do SFH e utilizar recursos do FGTS.

Já o Bradesco tem acréscimo de pelo menos 7,3% ao ano, mais TR. O Banco do Brasil cobra hoje um mínimo de 7,4% ao ano, mais TR. O Itaú Unibanco, por sua vez, passou a pedir a partir de 7,45% ao ano, mais TR. O Santander tem o índice mais alto dentre as instituições consultadas — mínimo de 7,99% ao ano, mais TR. Todos os bancos reduziram suas taxas nos últimos meses.

Especialistas alertam que na hora de fazer o financiamento é preciso ficar de olho nos valores dos seguros obrigatórios, o sistema de amortização utilizado (SAC ou Tabela Price), além do pacote de serviços exigidos pelo banco para garantir a taxa ofertada.

Dados da Abecip mostram uma recuperação do crédito imobiliário no país. Nos 8 primeiros meses do ano, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança atingiram R$ 47,1 bilhões, uma alta de 31,4% em relação ao mesmo período do ano passado.