Segundo estatístico da área imobiliária, Marcus Araújo, mudanças na sociedade levaram os consumidores a buscar espaços mais compactos e funcionais, inclusive nos condomínios horizontais.
 
A demanda pelos condomínios horizontais na Região Metropolitana de Goiânia é cada dia mais crescente. Junta-se a cultura do goiano de valorizar a casa como residência, com a busca pela segurança e a liberdade de espaço, tem-se um estado ideal para a construção civil e o mercado imobiliário. Os especialistas denominam o fenômeno, como o retorno às origens. Se antes a vontade era se aglomerar nos arranha-céus, hoje há uma grande parcela da população que vai na contramão em busca das casas térreas com quintal e terreno grande.
 
Enquanto as cidades crescem desordenadamente até o esgotamento de seus espaços e de sua infraestrutura, observamos no País áreas configuradas para proporcionar conforto a seus moradores, sem distanciá-los de todas as vantagens da vida urbana. Uma pesquisa feita pela Brain para a Associação de Desenvolvedores Urbanos (ADU) revelou que 99,5% da população da região metropolitana de Goiânia se pudesse escolher, preferiria morar em casas. Ainda de acordo com a ADU, atualmente a região tem mais de 250 condomínios horizontais, e já é considerada a segunda do País em número de empreendimentos com essa tipologia.
Para atrair estes consumidores tão exigentes, os modelos de condomínios horizontais estão cada vez mais diversificados. Uma das tendências, segundo o estatístico Marcus Araújo, fundador e presidente da Datastore, empresa especializada em pesquisas para o setor imobiliário, é a metragem mais enxuta e funcional. Entre os fatores que levam a essa tendência forte do mercado para os próximos anos, Araújo destaca alguns, como a presença crescente das mulheres no mercado de trabalho, as famílias menores, a vida digital, que diminui a circulação das pessoas dentro dos ambientes da casa e a redução da presença dos trabalhadores domésticos.
 
Para Marcus, o mercado precisa se adequar a estas mudanças que impactam diretamente na expectativa dos consumidores, ávidos por novos empreendimentos. O estatístico destaca que a média da metragem no mercado imobiliário encurtou em todo o País. “A medida hoje do produto para ter grande vazão no loteamento fechado é de cerca de 250 m², há 15 anos esse valor seria de 450 m², e na grande Goiânia a situação não é diferente”, explica.
 
É o caso do Condomínio Clube Veredas da Alvorada, no setor Sítios Santa Luzia, em Aparecida de Goiânia. São 170 unidades de sobrados não geminados com opções de três e quatro suítes, cujas metragens variam de 260,14m² a 280,55 m² de área privativa. Marcus acredita que essa tendência deve perdurar nos próximos anos, com o mercado se consolidando. Porém as empresas devem continuar alertas e se amparando nos dados e perfis destes potenciais consumidores para tomar suas decisões na hora de construir. “O alto padrão não está mais relacionado ao tamanho do imóvel”, finaliza o especialista.